Acho importante citar um poema de um dos maiores autore que já tive a oportunidade de ler. Assim como muita gente, Mário de Sá-Carneiro tinha perturbações do espírito, coisas em si que o desagradavam e que o tornavam cada vez mais insatisfeito consigo, com os resultados dos conflitos em que, constantemente, se encontrava. E um de seus refugios e, talvez, maior fraquesa eram os vícios...
Sá-Carneiro deixa isso bem claro no poema abaixo:
Que droga foi a que me inoculei?
Ópio de inferno em vez de paraiso? ...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Como é que em dor genial eu me eternizo?
Nem ópio nem morfina. O que me ardeu,
Foi álcool mais raro e penetrante:
E só de mim que ando delirante-
Manhã tão forte que me anoiteceu.
**Mário de Sá-Carneiro**
Sem comentários:
Enviar um comentário