Já quis ser de tudo nessa vida. Quis ser policial, bombeiro pra tirar gata de árvore e apagar o fogo de quem fosse preciso. Já quis ser Cássia Eller - ou apenas tocar com ela - Quis um mundo, a invasão alienigena. Quis ser poeta pra rezar os versos mais belos, mas só tive mesmo a caneta pra escrever coisas mórbidas. Quis ser Deus pra não matar aos que me interessam e criar pra gente um espaço onde não teria mais ninguém. Já quis ser morte pra acabar com a praga da ganância humana, mas nem foice eu tive pra podar capim barato.
Agora eu quero ser camarão esperto que não dorme quando a onda vem, quero ser e ter o que é meu, minha paz, meu egoismo momentâneo e a música da Ângela Rô Rô nos meus ouvidos enquanto eu berro "não me mime, mamãe".
Sou mesmo é alguém em quem me tornei depois de anos querendo sem ser.
"Sou uma moça sem recato, desacato autoridades e me dou mal(...)"
(Coyote. Citações: Ângela Rô Rô)
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